A música pode mover estados emocionais. Pode-nos convencer a comprar algo ou fazer lembrar o nosso primeiro encontro com alguém especial. Ela nos pode tirar de um estado dquando nada mais parece resultar e levar a dançar ao seu ritmo. Mas o poder da música vai muito mais além. Na verdade, a música ocupa mais áreas do nosso cérebro que a linguagem – o que faz de nós seres musicais.

A maioria dos especialistas concordam que a música tem um efeito sobre o cérebro, porém a actividade cerebral resultante de ouvir música é tão complexa que ainda não se sabe ao certo o que acontece no cérebro. Estudos científicos revelaram que tanto o hemisfério direito como esquerdo activam-se quando ouvimos música e que diferentes partes do cérebro estão envolvidas no processamento da música, incluindo o córtex auditivo, córtex frontal, córtex cerebral e até o córtex motor.

A música tem sido associada a propriedades medicinais. Cantar e dançar vem dos nossos ancestrais africanos, índios e faziam parte dos rituais de cura da Grécia Antiga – a música era utilizada para aliviar o stress e induzir o sono. Infelizmente a Medicina Ocidental ignorou estes benefícios mostrados pela música, e que hoje vem resgatar e provar a sua eficácia para curar e promover a saúde.

 

(Se concordar assine a petição: Reconhecimento da Profissão do Musicoterapeuta em Portugal)

Música aumenta o bem-estar

Quando nos sentimos em baixo, ouvir música pode levantar o nosso espírito. O Dr. Daniel Levitin demostrou isso através da observação da actividade cerebral de 13 pessoas enquanto ouviam música clássica. Descobriu que o cérebro responde à música através da libertação de dopamina, um neurotransmissor que gera uma espécie de gratificação para o cérebro.

 

Música e o alívio emocional e físico

A música é uma ferramenta poderosa, como já deve ter reparado. Uma canção familiar pode em poucos instantes trazer memórias, sejam boas ou más, e estas memórias que causam emoções podem afectar o corpo, seja pelo lado positivo ou negativo. Se traz tristeza ou nos inspira, pode causar choro, que de certa forma alivia a tensão. O mesmo é verdade para a música que nos faz sorrir e sentir felicidade – aumenta os níveis de endorfina no cérebro, o que eleva o estado de ânimo e tranquiliza o sistema nervoso, cardíaco e respiratório.

Os efeitos terapêuticos e tranquilizadores da música estão também implementados na medicina. Música não é usado apenas como terapia mas também em situações stressantes como cirurgia. A música tem tal poder que suaviza as emoções, diminui os batimentos cardíacos e a pressão arterial, até mesmo em pacientes sob anestesia.

 

Música e a mente

Música é boa para todos nós, seja ouvir, cantar, compor ou tocar instrumentos. Esta tem um efeito directo e benéfico nas capacidades cognitivas como a atenção, a concentração, a memória a longo-prazo e a aprendizagem.

 

Fica aqui a sugestão de algumas músicas que ouvi ao escrever este artigo: Fistful of love – Antony  and the Johnsons, Balancê – Sara Tavares, Love gets sweeter everyday – Finley Quaye, Sunshine Reggae – Laid back, Meditação – Caetano Veloso, Everybody knows – Leonard Cohen, Sinnerman – Nina Simone.

 

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