PensamentoTodos nós temos pensamentos distorcidos, ou como dizem em inglês – Unhelpful Thinking Style – e com razão, são pensamentos que não nos ajudam, principalmente quando não temos factos nem evidências que comprovem o nosso pensamento e agimos como tal.
Temos pensamentos distorcidos da realidade principalmente porque vivemos em relação uns com os outros, seja a nível familiar, afectivo, laboral, de amizade e mais que isso, vivemos numa sociedade que muitas vezes tem os valores revertidos. Portanto a maioria do nosso pensamento está contaminado por factores externos a nós.
Além disso acresce também a massiva falta de auto-estima que existe em nós! E auto-estima não é só aparência, é um enorme espectro que envolve todo o ser humano. A principal razão centra-se em não ensinarem às crianças, hoje e amanhã adultos, a amarem-se incondicionalmente e apoiarem-se a si mesmos nos bons e maus momentos e sim amar e partilhar com o próximo. Não nos podemos esquecer dos outros mas cada um de nós está em primeiro lugar, porque só assim podemos então ter disponibilidade e coração para amar e partilhar com o outro sem culpa e sem ressentimento.
Ao ter uma baixa auto-estima estará a produzir muitos pensamentos distorcidos em que provavelmente questiona a sua eficácia seja em que área da vida for.
Sabia que em média produzimos cerca de 50 a 70 mil pensamentos por dia e a sua maioria são repetições… O que anda a repetir sem consciência? Talvez seja uma boa altura de ver o que está a pensar que poderá deixá-lo emocionalmente afectado e por conseguinte afectar os seus comportamentos.
Portanto cá vão os ditos pensamentos distorcidos que tanto originam a famosa Depressão e a sua companheira Ansiedade:
pensar
1. PENSAMENTO TUDO OU NADA: Ver as coisas em categorias preto ou branco. Se a sua performance fica aquém do ideal, vê-se como um fracasso total.
2. GENERALIZAÇÃO: Ver um único evento negativo como um padrão interminável de derrota.
3. FILTRO MENTAL: Escolhe um detalhe negativo e debruça-se sobre ele exclusivamente de modo que a sua visão da realidade torna-se turva, como a gota de tinta que tinge um copo inteiro de água.
4. DESQUALIFICANDO O POSITIVO: Rejeita as experiências positivas, insistindo que “não contam”, por algum motivo ou outro. Desta forma, pode manter uma crença negativa que é contrariada por suas experiências quotidianas.
5. CONCLUSÕES PRECIPITADAS: Faz uma interpretação negativa, embora não hajam factos definitivos que sejam convincentes para apoiar a sua conclusão.
a) A leitura da mente: arbitrariamente conclui que alguém está reagindo negativamente a si e não se dá ao trabalho de verificar isso.
b) O erro da previsão do futuro: antecipa que as coisas vão correr mal e está convencido de que a sua previsão é um facto já estabelecido.
6. MAXIMIZAÇÃO (catastrofização) OU MINIMIZAÇÃO: Exagerar a importância das coisas ou inadequadamente minimizar situações até que elas parecem pequenas (suas próprias qualidades desejáveis ou imperfeições dos outros).
7. RACIOCÍNIO EMOCIONAL: Supõe que suas emoções negativas refletem, necessariamente, a forma como as coisas realmente são: “Eu sinto que, portanto, deve ser verdade”.
8. AFIRMAÇÕES “DEVO”: Tenta motivar-se com “eu devo ser/fazer ” ou “eu não devo ser/fazer”, como se tivesse que ser chicoteado e punido antes de poder fazer qualquer coisa. “Obrigações” e “deveres” são também “agressores”. A consequência emocional é sentir-se culpado. Quando dirige este tipo de afirmações em relação aos outros, sente raiva, frustração e ressentimento.
9. ROTULAGEM: Esta é uma forma extrema de generalização. Invés de descrever o seu erro, anexa um rótulo negativo para si mesmo: “Eu sou um falhado”. Quando é em relação ao comportamento de outra pessoa, anexa um rótulo negativo a ele. A rotulagem também envolve descrever um evento com uma linguagem que é muito colorida e emocionalmente carregada.
10. PERSONALIZAÇÃO: Vê-se como a causa de evento externo negativo que na verdade não foi o principal responsável.
Daniela Esteves
Psicóloga Online
 

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